Essa é uma pergunta frequente feita tanto por pacientes quanto por dentistas, e sua compreensão exige um pouco de conhecimento específico sobre os diferentes sais anestésicos e vasoconstritores atualmente disponíveis para uso odontológico.
Hoje em Odontologia, todos os anestésicos locais utilizados na forma de solução injetável pertencem ao grupo das Amidas, no entanto, existem também anestésicos locais do grupo Éster, que foram utilizados na forma injetável no passado, mas que saíram do mercado por possuírem um maior potencial de alergia nos pacientes, assim como menor duração anestésica. Atualmente o único anestésico local do grupo Éster utilizado em Odontologia é o Aminobenzoato de Etila, usualmente conhecido como Benzocaína, utilizado porém somente para anestesia tópica em mucosa, na forma de pomada ou gel. Mesmo sendo utilizada somente para anestesia tópica a benzocaína tem capacidade de gerar reações alérgicas de ordem sistêmica potencialmente graves.
Importante ressaltar que com os anestésicos do grupo Amida utilizados atualmente (Lidocaína, Prilocaína, Mepivacaína e Articaína), as reações alérgicas são consideradas extremamente raras. Porém, uma discussão tem sido levantada sobre a possibilidade de o anestésico local mais recentemente introduzido no mercado brasileiro, a Articaína, poder desencadear reações em pacientes alérgicos a Sulfa. Isso poderia acontecer pelo fato de a Articaína possuir um enxofre em sua molécula, no entanto a literatura não mostra consenso sobre essa eventual ocorrência.
Outra importante observação diz respeito aos vasoconstritores que compõem a solução anestésica. Sempre que este vasoconstritor for uma amina simpatomimética (adrenalina, noradrenalina, fenilefrina ou levonordefrina) será adicionada a solução anestésica o Bissulfito de Sódio como agente antioxidante; isso faz com que pacientes alérgicos aos sulfitos não possam receber estas soluções, ficando como alternativa apenas a utilização da prilocaína com felipressina ou da mepivacaína sem vasoconstritor.
Adicionalmente, outra substância que pode desencadear reação alérgica imediata ou tardia nos pacientes em função da anestesia local é o Metilparabeno, antibacteriano encontrado nos tubetes de plástico infelizmente ainda muito utilizados no Brasil. Os tubetes de plástico não devem ser utilizados em Odontologia, uma vez que não apresentam nenhuma vantagem clínica em relação aos tubetes de cristal, estes sim mais eficientes, seguros e que proporcionam maior conforto anestésico para os pacientes.
Respondendo objetivamente a pergunta que serve de título para este artigo, a possibilidade de alergia a anestesia odontológica existe, podendo ser desencadeada por diferentes agentes que serão selecionados ou não pelo profissional a partir das informações fornecidas pelo paciente durante a anamnese. Mas atenção, embora a possibilidade de alergia exista, sua incidência é relatada como sendo de menos de 1%, podendo ainda ser confundida com outros desconfortos de ordem emocional que podem estar presentes no momento da anestesia
Sem dúvida, com um bom conhecimento sobre as drogas que utilizamos diariamente e uma boa investigação pré anestésica saberemos diagnosticar estes problemas e selecionar corretamente a solução anestésica para cada um dos nossos pacientes.
Se você quiser saber mais sobre a possibilidade de Alergias, Interações medicamentosas e Intercorrências relacionadas a Anestesia Local, assista o vídeo abaixo com uma parte da aula que fizemos especialmente para o iDent Brasil, nela conversamos mais detalhadamente sobre estes temas, procurando estabelecer um método para Diagnóstico diferencial e Tratamento destes episódios no consultório odontológico. O link da aula completa esta logo abaixo, espero que gostem!
Filipe Polese, fundador e diretor do IPPO, é referência nacional em implantodontia e professor do curso de especialização em implantodontia.
Essa é uma pergunta frequente feita tanto por pacientes quanto por dentistas, e sua compreensão exige um pouco de conhecimento específico sobre os diferentes sais anestésicos e vasoconstritores atualmente disponíveis para uso odontológico.
Hoje em Odontologia, todos os anestésicos locais utilizados na forma de solução injetável pertencem ao grupo das Amidas, no entanto, existem também anestésicos locais do grupo Éster, que foram utilizados na forma injetável no passado, mas que saíram do mercado por possuírem um maior potencial de alergia nos pacientes, assim como menor duração anestésica. Atualmente o único anestésico local do grupo Éster utilizado em Odontologia é o Aminobenzoato de Etila, usualmente conhecido como Benzocaína, utilizado porém somente para anestesia tópica em mucosa, na forma de pomada ou gel. Mesmo sendo utilizada somente para anestesia tópica a benzocaína tem capacidade de gerar reações alérgicas de ordem sistêmica potencialmente graves.
Importante ressaltar que com os anestésicos do grupo Amida utilizados atualmente (Lidocaína, Prilocaína, Mepivacaína e Articaína), as reações alérgicas são consideradas extremamente raras. Porém, uma discussão tem sido levantada sobre a possibilidade de o anestésico local mais recentemente introduzido no mercado brasileiro, a Articaína, poder desencadear reações em pacientes alérgicos a Sulfa. Isso poderia acontecer pelo fato de a Articaína possuir um enxofre em sua molécula, no entanto a literatura não mostra consenso sobre essa eventual ocorrência.
Outra importante observação diz respeito aos vasoconstritores que compõem a solução anestésica. Sempre que este vasoconstritor for uma amina simpatomimética (adrenalina, noradrenalina, fenilefrina ou levonordefrina) será adicionada a solução anestésica o Bissulfito de Sódio como agente antioxidante; isso faz com que pacientes alérgicos aos sulfitos não possam receber estas soluções, ficando como alternativa apenas a utilização da prilocaína com felipressina ou da mepivacaína sem vasoconstritor.
Adicionalmente, outra substância que pode desencadear reação alérgica imediata ou tardia nos pacientes em função da anestesia local é o Metilparabeno, antibacteriano encontrado nos tubetes de plástico infelizmente ainda muito utilizados no Brasil. Os tubetes de plástico não devem ser utilizados em Odontologia, uma vez que não apresentam nenhuma vantagem clínica em relação aos tubetes de cristal, estes sim mais eficientes, seguros e que proporcionam maior conforto anestésico para os pacientes.
Respondendo objetivamente a pergunta que serve de título para este artigo, a possibilidade de alergia a anestesia odontológica existe, podendo ser desencadeada por diferentes agentes que serão selecionados ou não pelo profissional a partir das informações fornecidas pelo paciente durante a anamnese. Mas atenção, embora a possibilidade de alergia exista, sua incidência é relatada como sendo de menos de 1%, podendo ainda ser confundida com outros desconfortos de ordem emocional que podem estar presentes no momento da anestesia
Sem dúvida, com um bom conhecimento sobre as drogas que utilizamos diariamente e uma boa investigação pré anestésica saberemos diagnosticar estes problemas e selecionar corretamente a solução anestésica para cada um dos nossos pacientes.
Se você quiser saber mais sobre a possibilidade de Alergias, Interações medicamentosas e Intercorrências relacionadas a Anestesia Local, assista o vídeo abaixo com uma parte da aula que fizemos especialmente para o iDent Brasil, nela conversamos mais detalhadamente sobre estes temas, procurando estabelecer um método para Diagnóstico diferencial e Tratamento destes episódios no consultório odontológico. O link da aula completa esta logo abaixo, espero que gostem!
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Essa é uma pergunta frequente feita tanto por pacientes quanto por dentistas, e sua compreensão exige um pouco de conhecimento específico sobre os diferentes sais anestésicos e vasoconstritores atualmente disponíveis para uso odontológico.
Hoje em Odontologia, todos os anestésicos locais utilizados na forma de solução injetável pertencem ao grupo das Amidas, no entanto, existem também anestésicos locais do grupo Éster, que foram utilizados na forma injetável no passado, mas que saíram do mercado por possuírem um maior potencial de alergia nos pacientes, assim como menor duração anestésica. Atualmente o único anestésico local do grupo Éster utilizado em Odontologia é o Aminobenzoato de Etila, usualmente conhecido como Benzocaína, utilizado porém somente para anestesia tópica em mucosa, na forma de pomada ou gel. Mesmo sendo utilizada somente para anestesia tópica a benzocaína tem capacidade de gerar reações alérgicas de ordem sistêmica potencialmente graves.
Importante ressaltar que com os anestésicos do grupo Amida utilizados atualmente (Lidocaína, Prilocaína, Mepivacaína e Articaína), as reações alérgicas são consideradas extremamente raras. Porém, uma discussão tem sido levantada sobre a possibilidade de o anestésico local mais recentemente introduzido no mercado brasileiro, a Articaína, poder desencadear reações em pacientes alérgicos a Sulfa. Isso poderia acontecer pelo fato de a Articaína possuir um enxofre em sua molécula, no entanto a literatura não mostra consenso sobre essa eventual ocorrência.
Outra importante observação diz respeito aos vasoconstritores que compõem a solução anestésica. Sempre que este vasoconstritor for uma amina simpatomimética (adrenalina, noradrenalina, fenilefrina ou levonordefrina) será adicionada a solução anestésica o Bissulfito de Sódio como agente antioxidante; isso faz com que pacientes alérgicos aos sulfitos não possam receber estas soluções, ficando como alternativa apenas a utilização da prilocaína com felipressina ou da mepivacaína sem vasoconstritor.
Adicionalmente, outra substância que pode desencadear reação alérgica imediata ou tardia nos pacientes em função da anestesia local é o Metilparabeno, antibacteriano encontrado nos tubetes de plástico infelizmente ainda muito utilizados no Brasil. Os tubetes de plástico não devem ser utilizados em Odontologia, uma vez que não apresentam nenhuma vantagem clínica em relação aos tubetes de cristal, estes sim mais eficientes, seguros e que proporcionam maior conforto anestésico para os pacientes.
Respondendo objetivamente a pergunta que serve de título para este artigo, a possibilidade de alergia a anestesia odontológica existe, podendo ser desencadeada por diferentes agentes que serão selecionados ou não pelo profissional a partir das informações fornecidas pelo paciente durante a anamnese. Mas atenção, embora a possibilidade de alergia exista, sua incidência é relatada como sendo de menos de 1%, podendo ainda ser confundida com outros desconfortos de ordem emocional que podem estar presentes no momento da anestesia
Sem dúvida, com um bom conhecimento sobre as drogas que utilizamos diariamente e uma boa investigação pré anestésica saberemos diagnosticar estes problemas e selecionar corretamente a solução anestésica para cada um dos nossos pacientes.
Se você quiser saber mais sobre a possibilidade de Alergias, Interações medicamentosas e Intercorrências relacionadas a Anestesia Local, assista o vídeo abaixo com uma parte da aula que fizemos especialmente para o iDent Brasil, nela conversamos mais detalhadamente sobre estes temas, procurando estabelecer um método para Diagnóstico diferencial e Tratamento destes episódios no consultório odontológico. O link da aula completa esta logo abaixo, espero que gostem!
Filipe Polese, fundador e diretor do IPPO, é referência nacional em implantodontia e professor do curso de especialização em implantodontia.